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Porque é que dói?

PORQUE É QUE DÓI?

Normalmente, a dor ocorre como resultado directo de um dano tecidual (ferida). Esta dor pode ser severa mas geralmente desaparece rapidamente apesar de, em algumas feridas, poder persistir.

Quando uma ferida é de cicatrização lenta é chamada de “ferida crónica” – os doentes com este tipo de feridas, como úlceras de perna ou úlceras de pressão, reportam níveis de dor significativos. Em alguns estudos de investigação a dor é reportada frequentemente, como o maior problema em viver com uma ferida. Não se esqueça que não está sozinho e que há formas de ajudar a diminuir a sua dor!
A dor relacionada com feridas é dividida em diferentes tipos de dores – veja em que tipo de categoria se insere a sua dor na lista abaixo, de forma a poder descrevê-la melhor ao seu profissional de saúde. Diferentes tipos de dor necessitam de diferentes tipos de técnicas para a sua resolução.

A dor relacionada com a sua ferida diz-lhe respeito a si!

Há 4 tipos de diferentes de dor:

  • Dor de “background” (Dor de fundo): a dor é persistente ou intermitente e está presente mesmo que não esteja a ocorrer nenhuma mudança de penso. Pode estar relacionada com a causa subjacente à ferida (por exemplo, fraco suprimento arterial em úlceras arteriais da perna) ou factores locais da ferida, tais como uma infecção.
  • Dor incidente: a dor acontece quando, por exemplo, há movimento, a ferida é exposta ao ar ou o penso desliza ao longo da superfície da ferida.
  • Dor de procedimento: a dor ocorre geralmente quando o penso é removido, a ferida limpa e o penso reaplicado.
  • Dor operativa: a dor ocorre quando existe um procedimento ou quando a ferida é desbridada (limpeza de tecidos estranhos).


Os profissionais de saúde podem sugerir uma variedade de maneiras que o ajudem a lidar com a dor, relacionada com a sua ferida, incluindo vários medicamentos que ajudam a aliviar a dor. No entanto, há também bastantes formas não farmacológicas que podem ser introduzidas. Para mais informações, vá a secção “Manifeste-se” deste site.

O que posso fazer?

O QUE POSSO FAZER?

Há muito que pode fazer por si próprio, pelos seus filhos ou pelos seus entes queridos para ajudar a prevenir ou reduzir a dor e as lesões durante a mudança de pensos.

Ajude as crianças a ter menos dor durante a mudança de pensos

O tipo específico de ajuda que uma criança necessita depende da idade das crianças, mas alguns princípios gerais aplicam-se.


Esteja por perto para confortar os seus filhos durante a mudança de penso. Se o fizer em casa escolha um quarto calmo e quente. Explique o vai acontecer, o tempo que vai demorar e a possibilidade de magoar! Seja honesto!

  • Deixe a sua filha colocar o penso na boneca ou urso de peluche favorito dele/dela.
  • Ajude-a a dispersar a atenção com brinquedos, livros, jogos, etc.
  • Questione a enfermeira se existe a possibilidade de poder ajudar a tornar a mudança do penso do seu filho/a mais confortável.
  • Se o seu filho se quiser envolver, questione a sua enfermeira.
  • Solicite meios adicionais de alívio da dor se entender necessário.
Manifeste-se!

MANIFESTE-SE!

Durante a mudança de penso, o seu médico ou enfermeiro poderão questioná-lo sobre a dor sentida.

Eles poderão simplesmente perguntar-lhe ou poderão usar uma ferramenta de avaliação da dor. Clique aqui para ver um exemplo.

Em crianças isto geralmente acontece com a utilização de uma série de imagens de caras que variam do sorriso ao choro. Os seus filhos poderão indicar qual a expressão que melhor representa a sua dor.

E se o procedimento ficar mais doloroso?

Se o procedimento começar a tornar-se doloroso, avise a pessoa que lhe está a mudar o penso. Não seja tímido! Os profissionais de saúde não o querem ver sofrer. A mudança do penso poderá ser interrompida por algum tempo ou poderão ser discutidos outros tipos de pensos que o poderão ajudar.

É importante que se sinta no controlo da mudança de penso, com vista a minimizar a dor e a ansiedade. Peça para o seu penso ser removido suavemente e se quiser parar a qualquer momento durante o procedimento, diga-o. Pergunte se existe a possibilidade, caso queira, de remover o penso a si próprio. Humedecer ou embeber o penso numa solução salina ou em água antes da remoção, poderá ajudar - pergunte ao seu profissional de saúde.

Técnicas de distracção também poderão ser úteis – música suave, um ambiente quente, segurar a mão, psicoterapia com condução da imaginação ou aromaterapia, reduzem todos a angústia provocada.

Discuta com o seu médico ou enfermeiro as opções medicamentosas para alívio da dor que poderá iniciar antes do início da mudança de penso.

 

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